quarta-feira, 21 de junho de 2017

Afinal


Ela sempre tão ela e ele sempre tão mundão, daí os mundos se encontraram e agora as dúvidas, obviamente, também entraram no espetáculo. . . Afinal, o que somos?

eu nunca acreditei muito que alguém ficaria de verdade ao meu lado, pelo menos não por muito tempo. Ele não tem nada em comum comigo e, por isso, não consigo acreditar que é real. . . Tenho medo de está vivendo uma grande ilusão, talvez ele também. 

O nosso "à distância" confesso: me assusta! Te ver 'curtindo' outras fotos que não sejam as minhas, confesso: também me assusta! Não, não é insegurança como as pessoas poderiam julgar, na verdade, é só aquele ciúmes bobo que surge vez ou outra por causa desse tal sentimento que parece brotar aqui dentro. E isso não é nada confortável.

Eu queria não gostar, ele provavelmente também. . .

Juro que aqui dentro de mim, muitas vezes quis que depois de um resquício de tempo a gente não continuasse com essa afinidade. Eu quis que fosse passageiro, quis não me apegar, quis que esse tudo fosse bem menos. Mas, ainda não compreendo porquê, você foi ficando, ficando, se aninhando. . . Quando te dei motivos para partir, para simplesmente desistir, você surgiu com aquele "Não entendi, por quê? Por favor, me explica!" bom, eu não soube responder e foi justamente ai que pensei "Pronto, acabou..." mas não, por algum motivo você ainda continua aqui.

Quantas vezes me disseram que você não queria nada comigo, que você é mundão demais para ficar e, quantas vezes ainda me vem a cabeça "Não quer? Afinal, por que então permaneces ao meu lado?" Algumas vezes, por alguns minutos, chego a acreditar no que me dizem e isso me corta o coração. Quando você some me fere ainda mais, acredite. . . Mas então você volta, volta com suas loucas palavras, com esse teu jeito tão cativante e tão desastrado...e, bom, como eu admiro cada uma dessas coisas em você.

Mas, afinal, o que somos mesmo?? Se poder me conta, aliás, se souber me conta. . .

Nossas linhas tão tortas, tão desconexas. . . Nossos sonhos tão desajustados, nossas metas tão controversas, nossas vidas tão complexas e, ainda assim, uma das estradas nos juntou. Por quanto tempo? Isso eu não posso te dizer, mas garanto posso fazer valer a pena!

PS: Não suma! (não sem antes me avisar, porque sem querer eu já me apeguei)

(Repost do meu primeiro blog em 06, jul. 2016)

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