quinta-feira, 15 de junho de 2017

Às vezes dar medo


Até agora não sei bem como começou, como está, muito menos como vai ficar. . .

Às vezes dar medo, medo de se envolver, medo de não ser real ou ainda de está enganando, seja enganando a si próprio ou o próximo. Às vezes dar medo de acabar iludindo, outras de ser iludido. . . O coração fica pequenininho, quase que espremido dentro do corpo.

A gente começa dizendo que não quer ser a tal pessoa que gosta mais e acaba no fim que a gente é sim essa tal pessoa. A gente diz que não vai se importar, mas ai a pessoa some por uns dias e parece que aquilo tirou um pouco do seu chão, da sua estabilidade. A gente deseja com toda força que aquilo passe logo, mas no fim vem a sensação de que o apego já tomou conta por completo do seu ser.

Não sei se ele de algum lugar, por um minuto que seja, sente minha falta ou mesmo pense em mim. Quando a agenda está cheia juro que a situação não vem a cabeça, mas quando é a mente é que está cheia o meu coração lota de vontade de conversar, de ver, abraçar, sentir a presença. . . Talvez seja loucura, talvez não seja amor nem se quer paixão, talvez seja só vontade de ter por perto alguém que nos faça bem ou talvez vá mesmo um pouco mais além.

O nosso à distância é sempre o nosso mais perto.

Tantos assuntos compartilhados. . . Será que fomos rápido demais pra quem se ver quando dar, só porque a distância não colabora para ser um pouco mais fácil? Será que nos perdemos ou será tudo fruto dessa imaginação lunática que eu tenho? Será que você sente os meus mesmos medos ou será que você já tem uma opinião formada sobre tudo isso? E essa opinião é a favor de nós ou contra nós? Minhas eternas dúvidas. . .

Mas uma única certeza, volta logo por favor, fica um pouquinho, me faz um carinho, fala comigo ou então simplesmente me diga "Adeus" e der seus motivos. Eu te peço: não vá embora sem me explicar, sei que é complicado explicar por causa desse medo de acabar machucando e eu sei que você tem medo de me machucar, mas partir sem me dar um motivo me doerá ainda mais, eu sei. . .

(Repost do meu primeiro blog em 20, abr. 2016)

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