quarta-feira, 14 de junho de 2017

O cara errado


O cara errado foi aquele que surgiu quando menos se esperava, que abraçou quando foi necessário, que beijou quando deu vontade, que riu das minhas loucuras, que falou insanidades só pra me ver sorrir, que me suportou com minhas bobagens e que confiou a mim todas as palavras que desejou dizer só para não ficar calado. O cara errado foi na verdade o cara certo, mas aqui o designo como errado porque na realidade juntos não damos certo.

Estávamos sempre na mesma nota, mas nunca na mesma vibração. Quando ele era "Lá maior" eu era "Lá menor", no esforço de alcança-lo quando fui "Lá maior" ele foi "Lá menor", nessa ânsia de nos encontrarmos acabamos nos perdendo.
Nos atalhos do caminho simplesmente nos abandonamos, nas esquinas da vida novamente nos encontramos, não como antes, agora simplesmente como conhecidos que almejavam ouvir um pouco sobre o rumo que tomou a vida de cada um, do sucesso que um dia vão adquirir, porque batalharam arduamente para isso. Cada um seguiu uma estrada, porém por calçadas opostas.

De tudo que a vida proporcionou cada um tomou por mãos sua parte e galgou uma nova montanha. Todas as palavras que eram necessárias serem ditas já foram ditas e se não, provavelmente serão guardadas no mais profundo dos baús. E as mágoas? Ah, nenhuma. . . Porque aquilo que se foi, de verdade nunca foi meu. Esteve junto a mim, mas ser de minha posse isso nem mesmo se fosse um simples objeto. Pois tudo o que temos é livre, tudo o que somos é livre e ninguém vive feliz dentro de gaiolas.

Desejo ao amor que se foi toda a felicidade de uma vida, mesmo que possa ser maior do que aquela que eu venha a sentir durante todos os meus anos, porque de gente que deseja o mal o mundo já está cheio e se um simples ser deseja o bem, é certo que esse já causa uma revolução.

(Repost do meu primeiro blog em 22, out. 2015)

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